Quito (

Mais da metade dos imóveis privados do Centro Histórico de Quito enfrentava problemas de conservação, segundo diagnóstico do Instituto Metropolitano de Patrimônio. Além do custo, os proprietários também precisavam lidar com projetos, autorizações e execução especializada. A resposta municipal, implantada em 2011, foi transformar a restauração em serviço integrado.
No modelo documentado até 2023, o município assumia levantamentos, aprovações, projeto, contratação e acompanhamento das obras. Intervenções em coberturas recebiam até US$ 15 mil; fachadas podiam ter 50% do custo coberto; instalações elétricas e hidráulicas também eram atendidas. A parcela do proprietário podia ser devolvida em até dez anos, sem juros, pelo imposto predial. Imóveis residenciais tinham prioridade, embora usos comerciais também fossem admitidos.
Segundo dados reunidos pela plataforma PANORAMA, 279 casas e edifícios foram restaurados entre 2011 e fevereiro de 2023. O número é institucional e não informa quantos imóveis permaneceram como moradia nem permite atribuir ao programa, isoladamente, a permanência dos residentes. A política segue ativa, reorganizada pela Ordenança Metropolitana 081-2024 e por regulamentação de 2025.
A principal inovação foi combinar financiamento, assistência técnica e gestão da obra em uma única porta de entrada. O princípio transferível é claro: proteger arquitetura privada exige reduzir tanto o custo quanto a complexidade que impede o proprietário de intervir.
Fontes: Instituto Metropolitano de Patrimônio de Quito / PANORAMA — “Incentives for the reduction of the vulnerability of heritage buildings in Quito”: estudo de caso da solução. Descreve funcionamento, financiamento e resultados até fevereiro de 2023. / Pesquisa, análise e redação sob orientação editorial da EduCriativa.
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