

O Circuito Spcine aproveitou infraestrutura existente, instalou projetores padrão DCI e som Dolby 5.1, adotou curadoria comum e ofereceu gratuidade nos CEUs e preços populares nos centros culturais. A rede, inicialmente com 20 salas, chegou a 32 em 2026, complementadas por 30 espaços do Cineclube Spcine.
Entre janeiro de 2025 e 15 de junho de 2026, foram 18.864 sessões e mais de 340 mil espectadores, segundo a Prefeitura. Estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, realizado em 2025 com 3.200 frequentadores e moradores do entorno, encontrou entre o público renda individual média 40% inferior à do trabalhador paulistano; 34,4% dos espectadores tinham menos de 18 anos.
Há um limite importante. Dissertação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) sobre 2016–2018 mostrou que ampliar salas não garantiu, por si só, formação de público para o cinema brasileiro, cuja presença na programação caiu em parte do período.
A inovação foi transformar equipamentos públicos existentes em rede de exibição. O princípio transferível: descentralizar cultura pode custar menos e alcançar mais pessoas quando infraestrutura, tecnologia, programação e operação são planejadas como um único sistema.
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Fontes: Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas / Observatório Spcine — Estudo de Impacto do Circuito Spcine, 2025: pesquisa com 3.200 frequentadores e moradores do entorno das 32 salas. / Pesquisa, análise e redação sob orientação editorial da EduCriativa.
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