

O método combina conhecimento local, capacitação técnica e mercado. As artesãs limpam, tratam, tingem e articulam escamas com cobre, conchas, crochê e outros materiais para produzir acessórios, vestuário e objetos de decoração. Em 2015, peças desenvolvidas com Ronaldo Fraga chegaram à São Paulo Fashion Week; depois vieram loja própria, feiras e novas coleções.
Os resultados não foram lineares. Estudo independente publicado em 2024, baseado em entrevistas com quatro das seis artesãs então ativas, registrou geração de renda e autonomia, mas também queda de vendas após a pandemia e fragilidade das redes de apoio. Em 2026, a Prefeitura informa 17 participantes, sede física, apoio municipal e um “trailer loja” financiado com R$ 40 mil obtidos na Expo Favela.
A inovação foi transformar um resíduo territorial em produto com identidade, técnica e circulação. O princípio transferível: capacitação criativa produz mais efeito quando conecta matéria-prima local, design, organização coletiva e canais permanentes de venda, e quando o apoio não termina depois da primeira vitrine.
João Pessoa (Paraíba, Brasil) | Cidade Criativa da UNESCO em Artesanato e Arte Popular | Membro desde 2017.
Fontes: Braz, José Luis Rozendo; Freitas, Lucia Santana — “Artesanato e economia criativa: o caso do projeto Sereias da Penha”, Desenvolvimento Regional em Debate, 2024: avaliação independente sobre renda, redes, sustentabilidade e dificuldades posteriores à pandemia. / Pesquisa, análise e redação sob orientação editorial da EduCriativa.
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