

A retirada da via não funcionou isoladamente. O município redesenhou drenagem e esgoto para chuvas intensas, implantou 22 pontes e manteve o fluxo com água do rio Han e subterrânea captada no metrô, pois o córrego era historicamente intermitente. O contrato integrado reduziu o prazo para 27 meses, e 96% dos resíduos da demolição foram reciclados.
Uma avaliação da Landscape Architecture Foundation registrou, entre 2003 e 2008, aumento de 62 para 308 espécies vegetais, de quatro para 25 espécies de peixes e temperaturas entre 3,3°C e 5,9°C menores do que em uma via paralela. Também apontou valorização imobiliária de 30% a 50% nos imóveis situados a até 50 metros. Nesse caso, o ambiente é o aspecto mais estudado, mas os efeitos econômicos e distributivos também são significativos.
A principal inovação foi tratar demolição, água, mobilidade e espaço público como partes de um desenho urbano. O princípio transferível é direto: antes de acrescentar outra obra, uma cidade pode investigar o que se torna possível ao retirar infraestrutura obsoleta e redistribuir sua função para redes mais humanas e resilientes.
Seul (Coreia do Sul) | Cidade Criativa da UNESCO em Design | Membro desde 2010
Fontes: Hyungkyoo Kim e Yoonhee Jung — “Is Cheonggyecheon sustainable?”: revisão sistemática publicada em Sustainable Cities and Society. / Pesquisa, análise e redação sob orientação editorial da EduCriativa.
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