

Helsinki (Finlândia) | Cidade Criativa da UNESCO em Design | Membro desde 2014
Com o acesso à informação migrando para telas, Helsinki tratou o desafio das bibliotecas de modo inverso ao esperado: em vez de reduzir sua função, ampliou-a. Inaugurada em dezembro de 2018 e administrada pela Biblioteca Municipal de Helsinki, a Oodi foi concebida como plataforma pública para ler, trabalhar, produzir, reunir-se e aprender, sem exigir consumo.
A solução começou antes do edifício. Em 2012, mais de 2.300 moradores participaram de consultas públicas: cerca de 1.600 contribuíram em uma discussão online e mais de 700 registraram ideias na “Árvore dos Sonhos”. As demandas ajudaram a definir serviços distribuídos por três pavimentos. Livros e leitura permanecem centrais, mas convivem com estúdios de música, voz, fotografia e edição, salas de reunião e uma oficina urbana com impressoras 3D, cortadora a laser, máquinas de costura e equipamentos eletrônicos. A equipe orienta usuários de diferentes níveis a começar e aprender fazendo.
A apropriação confirma a escala de uso. A Oodi recebeu seu visitante de número 10 milhões em março de 2024 e registrou quase 2,7 milhões de visitas em 2025. Pesquisa independente publicada em 2025 observou que a continuidade entre edifício, praça e atividades externas, combinada à gestão espacial flexível, favorece encontros e usos diversos.
A inovação não foi acrescentar tecnologia a uma biblioteca, mas desenhá-la como infraestrutura compartilhada de criação. O princípio transferível é direto: equipamentos culturais ganham relevância quando oferecem espaço, ferramentas, orientação e liberdade para que o público produza seus próprios usos.
Fontes: UNESCO / Biblioteca Central Oodi / Cidade de Helsinki / Pesquisa, análise e redação sob orientação editorial da EduCriativa.
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