

O percurso combina mapa digital, videowall, projeção panorâmica de nove metros, realidade virtual, jogos, karaokê e vídeos em 360 graus. História, tecnologia e arte foram trabalhadas por equipe multidisciplinar. O mesmo ambiente recebe exposições temporárias, permitindo atualizar conteúdos sem reconstruir fisicamente o museu.
Segundo a Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, a visitação passou de 13.043 pessoas em 2024 para 15.521 em 2025, o maior público desde a abertura. Só a exposição “Arraiá Digital”, sobre o São João, recebeu quase 6 mil visitantes.
A tecnologia, porém, não torna a narrativa automaticamente plural. Análise acadêmica publicada em 2024 reconhece a força da interatividade, mas critica a predominância de uma imagem da cidade associada a progresso e sucesso econômico, com pouca presença de conflitos e desigualdades.
A inovação foi tratar mídia digital como linguagem museológica, não como adereço. O princípio transferível: digitalizar a memória funciona melhor quando tecnologia, pesquisa histórica e participação pública caminham juntas — e quando a interatividade também abre espaço para versões diferentes da cidade.
Campina Grande (Paraíba, Brasil) | Cidade Criativa da UNESCO em Artes Midiáticas | Membro desde 2021.
Fontes: Agência de Notícias da Indústria — “SESI inaugura Museu Digital de Campina Grande”: documentação da implantação, dos responsáveis e dos recursos tecnológicos. https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/inovacao-e-tecnologia/sesi-inaugura-museu-digital-de-campina-grande / Pesquisa, análise e redação sob orientação editorial da EduCriativa.
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