

O sistema combina produção de sementes em laboratório, cultivo suspenso em áreas protegidas das baías, assistência técnica e comercialização por pequenos produtores. A ostra-do-pacífico, que depende de sementes produzidas em laboratório para atender à escala comercial, tornou-se o principal produto. Em julho de 2026, o LMM ainda ofertava lotes de milhões de sementes aos maricultores.
O resultado aparece na produção. Em 2023, Florianópolis colheu 1.336 toneladas de ostras, cerca de 77% das 1.731,8 toneladas produzidas em Santa Catarina. A escala não elimina fragilidades: estudo econômico com cinco fazendas mostrou que a rentabilidade varia conforme volume, processamento e canal de venda; uma das propriedades analisadas operava com margem líquida negativa.
A inovação foi construir gastronomia a partir da infraestrutura produtiva, e não apenas da promoção culinária. O princípio transferível é claro: territórios fortalecem sua identidade alimentar quando conectam pesquisa, assistência técnica, produtores e mercado, transformando conhecimento em produto local recorrente.
Florianópolis (Santa Catarina, Brasil) | Cidade Criativa da UNESCO em Gastronomia | Membro desde 2014.
Fontes: Lins, Hoyêdo Nunes — “Sistemas agroalimentares localizados: possível chave de leitura sobre a maricultura em Santa Catarina”: análise acadêmica da formação territorial da cadeia catarinense de maricultura. / Pesquisa, análise e redação sob orientação editorial da EduCriativa.
#EduCriativa #Florianópolis #CidadeDaGastronomia #Ostras #Maricultura #GastronomiaLocal #EconomiaCriativa #ConhecimentoAplicado #UNESCOCreativeCities