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Muitas cidades criam parques tecnológicos em áreas afastadas, ocupando novos terrenos e formando ambientes pouco integrados à vida urbana. No Recife, a solução foi diferente: instalar empresas de tecnologia e economia criativa dentro de um bairro histórico que precisava recuperar atividade econômica e ocupação cotidiana.
Criado em 2000, o Porto Digital, no Recife (PE), funciona como um distrito de inovação urbano e aberto. Em vez de um campus fechado, suas empresas, instituições de ensino, incubadoras e espaços de formação ocupam imóveis distribuídos principalmente pelo Bairro do Recife e áreas próximas. Parte dos antigos armazéns e edifícios foi restaurada e adaptada para novos usos.
O modelo aproxima empresas, universidades, poder público e profissionais em um mesmo território. Também conecta tecnologia da informação a atividades como design, audiovisual, jogos, música e fotografia. Em 2024, o ecossistema reunia 21.551 profissionais e suas empresas registraram faturamento de R$ 6,2 bilhões, aproximadamente US$ 1,1 bilhão na cotação média daquele período.
A principal inovação foi utilizar uma política de desenvolvimento econômico para dar função contemporânea a construções existentes e estimular novamente a circulação de pessoas, serviços e investimentos no centro.
O princípio transferível é combinar inovação e reabilitação urbana. Centros históricos não precisam escolher entre preservar o passado e participar da nova economia. Com articulação institucional, formação profissional, incentivos e reutilização dos imóveis, a atividade econômica pode ajudar a conservar o patrimônio e devolver vitalidade a áreas esvaziadas.
Fontes: Porto Digital / Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) / Pesquisa e Curadoria: EduCriativa.
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